Quando, todas as tardes, te avizinhas
de mim, a luz crepuscular,
as tuas mãos são duas adorinhas,
que em minhas vistas mãos vem se abrigar.
Porém, as tuas mãos que aninhas
entre meus dedos, entre o céu e o mar
as tuas mãos hão de partir das minhas,
vazias minhas mãos hão de ficar.
Mas, não talvez, que as duas andorinhas
que retendo os sonhos, para aquecê-los
nesta grande ternuna singular.
Hão de deixar as minhas mãos sozinhas
um pouco desse sol e dessas estrelas
que transveste, as asas. ao chegar.
Pádua de Almeida
(This poem was selected from Romilda"s personal book of poems in honor to Rhay. It talks about two andorinhas, a tiny bird, that flyes away from our hands, like the author's hands may be empty of his lover's hand.. Romilda thinks as the kittens grow up.)





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